![]() |
Autor Revelação do Ano, Categoria Ficção, Prêmio "O Sul-Correios e os Livros". 49a. Feira do Livro de Porto Alegre - 31/10 a 16/11/2003.1o lugar no Prêmio Literário Internacional Marengo D'Oro , edição 2004, categoria autor estrangeiro. O prêmio é promovido pelo Centro Culturale Maestrale, de Sestri Levante, Gênova, Itália. |
|
Entrevista para a Rádio GuaíbaConcedida em 15 de novembro de 2003,
|
|
Pergunta:Estou vendo aqui que a história de "O plágio de Einstein" é bem interessante. O senhor poderia contar do que trata o livro? Resposta:A obra é o que se chama de novela histórica. Ela trata de fatos históricos, com uma abordagem ficcional. Em 1905, Einstein publicou cinco artigos que deram projeção ao seu nome. Um deles é o artigo da Relatividade, que praticamente ficou associada ao seu nome, mas que não lhe deu o Prêmio Nobel; outro foi sobre o efeito fotoelétrico, que não é muito conhecido, mas lhe valeu o Nobel, e um outro é um artigo muito pequeno, duas páginas e meia, no qual Einstein apresenta sua famosa equação sobre a equivalência massa-energia, isto é, energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado. Esta equação é o centro da novela. Ela foi explorada de forma muito sensacionalista; como ela tem a ver com fenômenos nucleares, o nome de Einstein sempre foi ligado à bomba atômica, o que é um equívoco. Mas, o fato que deu origem à novela ocorreu há um século, exatamente no dia 23 de novembro de 1903, quando um cientista amador italiano apresentou a mesma equação em reunião do Instituto Real de Ciências do Vêneto. Esse trabalho ficou desconhecido, Einstein não o citou, e ele não aparecia na literatura até os anos oitenta, quando um historiador italiano o descobriu. Umberto Bartocci, o historiador italiano, levantou a hipótese de que Einstein conhecia o trabalho de Olinto de Pretto, o cientista amador. O jornal "The Guardian" repercutiu a notícia alegando a existência de plágio. Isso causou um rebuliço na imprensa internacional, e na novela eu trato essa questão com uma abordagem ficcional. Pergunta:Professor, de onde vem esse seu interesse em escrever, não um artigo acadêmico, um paper acadêmico sobre Einstein, mas uma novela sobre um assunto que seguramente o senhor domina muito bem, como é que se dá isso? Resposta:Excelente pergunta. Essa é uma questão muito interessante. Eu trabalho em torno da personagem Einstein há uns quinze anos, desde quando um amigo, o José Wilson de Paiva Macedo, me apresentou vários livros sobre Einstein. Descobri minha ignorância em relação a vários fatos importantes da vida de Einstein. Quando teve início a internet, eu fiz um site com a biografia de Einstein, e comecei a perceber que vários amigos meus, especialistas em diversas áreas da física, também desconheciam aqueles fatos importantes da vida de Einstein. Foram eles que começaram a me incentivar a escrever algo sobre a vida de Einstein. Daí, eu fiz alguns projetos de livros, mas sempre aparecia um autor estrangeiro, lançado por uma grande editora, com uma abordagem semelhante. Cheguei até a escrever um diário em nome de Mileva Maric, a primeira mulher de Einstein, a partir das cartas trocadas quando eles namoravam. Estava em fase bem adiantada, quando apareceu o livro "Einstein apaixonado". Mais uma vez, o trabalho foi pro lixo. Agora, esta novela, eu digo sem qualquer falsa modéstia, não há similar na literatura internacional. Pode ser que alguém que conhece os arquivos de Einstein como eu conheço tenha a mesma idéia, mas agora eu publiquei antes. Pergunta:Tem como provar isso, professor? Esse eventual plágio de Einstein? Resposta:Tem que ler o livro. Eu quero dizer o seguinte: os documentos que eu me baseei para escrever o livro existem. Existem algumas cartas, que são intrigas, foram criadas por mim para fazer a ficção. A possibilidade do plágio foi levantada pelo historiador italiano, e eu discuto isso, mas tem que ler o livro para descobrir se a hipótese é verdadeira ou não. Pergunta:Na época, 1903, quando esse obscuro cientista amador apresentou seu trabalho, não se tinha muita noção da teoria da relatividde, não é? Resposta:Essa é outra pergunta muito interessante. Você talvez tenha feito por intuição, e não saiba de um detalhe. A equação é a mesma, mas Olinto de Pretto deduziu sua equação a partir da hipótese da existência do éter, algo que era considerado até o final do século dezenove, e que Einstein eliminou com a sua teoria da relatividade. Ao contrário, a equação de Einstein é deduzida justamente a partir da hipótese de que o éter não existe. Enfim, como você suspeita, Olinto não conhecia a teoria da relatividade, e aí está uma chave para o desenrolar do livro, que eu não posso contar agora. | Veja
também
Calendário de eventos sobre a novela |
Escreva-me ( ), críticas e comentários são bem-vindos!!! |